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A principal marca do comunicador paulino, não está naquilo que ele realiza, mas, naquilo que ele vive enquanto homem de vida interior. Se lhe falta interioridade, todo o seu apostolado, bem como as mil facetas de sua comunicação, tendem à esterilidade. Assim indicava o padre Alberione: “a principal obrigação do homem, do cristão, do religioso e do sacerdote é a oração. Ninguém está seguro da sua vida sem a disciplina interior. Antes de tudo, vida comum interior”.

A oração é a alma do apostolado paulino, sem a qual a palavra comunicada se esvazia e não produz frutos que permaneçam (cf. Jo 15, 16). Da oração surgem o vigor apostólico, a inspiração, a comunhão e o dinamismo necessários para enfrentar os desafios contemporâneos. Por outro lado, quando descuidamos da disciplina interior, a nossa comunicação não passa de palavras ruidosas.

A oração, dizia Alberione, “deve sempre abranger a mente, o sentimento, a vontade e todas as atividades do dia”, ou seja, seria um erro separar a oração do apostolado, do estudo e da pobreza. É a oração que engraxa as rodas do carro paulino e o faz caminhar na direção certa. Sem ela, o carro trepida na primeira dificuldade.

Às vezes caímos na ilusão de achar que a maior contribuição que podemos dar à congregação é o nosso esforço físico, a nossa capacidade de gerir e fazer coisas extraordinárias. No entanto, como dizia Henri Nouwen, “ações que conduzem ao trabalho exagerado, exaustão e desgaste não louvam nem glorificam a Deus”. Em outras palavras, recordava Alberione, “realizam-se mais obras apostólicas com os joelhos (isto é, rezando) do que com os braços”.

A principal contribuição para a Congregação, afirmava o fundador, é a oração. E isto significa, sobretudo, temperar todo o nosso cotidiano com sentimentos e ações que louvem a presença de Deus em nossa vida. Quando perdemos a conexão com o Sagrado que nos habita, a nossa presença se torna insuportável.

O padre Alberione sabia, por experiência própria, que quanto mais cultivamos a vida interior, mais entusiasmo e coragem adquirimos para levar adiante nossa missão. Não há como fugir a essa regra. É a oração que nos indica a medida certa das coisas, inclusive o momento certo de parar e deixar que outros continuem a obra, que é de Deus.

Assim, para o Primeiro Mestre, qualquer projeto, ainda que pareça nobre e grandioso, se não tem como ponto de partida o silêncio interior e a intimidade com o Mestre, cedo ou tarde fracassará. “Maldito o estudo, o apostolado etc., pelo qual se abandona a oração! A oração, portanto, antes de tudo, acima de tudo, vida de tudo”, dizia o padre Alberione.

Com efeito, sem o consolo da oração, Alberione jamais teria se tornado um “profeta da comunicação”. Ele conhecia bem suas fraquezas, tanto quanto a misericórdia divina. Sem a mística do silêncio e do recolhimento, aquele pequeno homem, aparentemente frágil e tímido, jamais teria se tornado esse grande visionário, um verdadeiro especialista em interioridade, sofrimento e humanidade.

Diante do testemunho do fundador podemos, então, nos perguntar: e nós, membros da Família Paulina, como estamos vivendo a dimensão da interioridade? Encontramos tempo para rezar? Há qualidade em nossa oração? As pessoas, ao nosso redor, encontram os frutos de nossas práticas religiosas em nossa maneira de tratá-las? Nesse contexto de vida conectada, quais têm sido nossas prioridades enquanto comunicadores da paz, do amor e da verdade?

Por fim, vale recordar as fortes palavras do fundador quando disse que, “se um dia não houver mais a preocupação pela santidade e nossas casas se tornarem só indústria e comércio, devem ser destruídas”. Para que isso não aconteça, só há um caminho indicado pelo Apóstolo Paulo: “apresentem a Deus todas as necessidades de vocês através da oração e da súplica, em ação de graças” (Fl 4,6) e “sejam alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração” (Rm 12,12).

 

* Francisco Galvão é júnior da Província Brasil.

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